E ao abrir a porta, me deparo com aquele sorriso torto, e demasiada base, numa tentativa errônea de disfarçar aquelas olheiras gritantes. Ela entra, toma conta do café, do almoço, da cozinha e do violão. Maldito violão. Insistia em tocar algo que não sabia, coisas que não sabia. Era o tipo de menina que chega deixando a escova de dentes e quando você se dá conta, se enxerga do lado de fora da janela de vidro da farmácia enquanto compra outra escova pois a dela está velha. Ah, mas ela discordava. "Eu não acho que esteja velha", dizia. Insistia em achar. Achou-me.
Nenhum comentário:
Postar um comentário