Era como se vivêssemos um circo. Ela, a apresentadora e eu, o palhaço. Ou seria ela o palhaço? fazendo malabarismos, me entretendo com truques fajutos enquanto bebia mais um copo daquele whisky barato...ou talvez eu fosse a plateia, sendo entretido por apenas mais uma atração, aplaudindo mentiras, pedindo por mais enganações enquanto o fogo cega meus olhos acostumados com a escuridão, de onde ela me tirou. Ela tem o direito de me colocar de volta, e é o que faz. E eu não temo por isso, seria uma honra ser levado por ela, que me leva, me envolve, me beija, me arranha, me tem...e me olha, com aqueles malditos olhos castanhos esbugalhados ditando as regras da minha própria vida. E talvez, agora eu seja a marionete.
C.B
