Aqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito, são suas obras completas. Paulo Leminski
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Confusciência
Na sarjeta profunda
Na qual
Me findo
Sorrindo
Dançando
Chorando
Velhas histórias
Adentram meu inconsciente
Consciente
Da lama
Da fama
Da dama
Presentes no espelho
Que tenho
Que quero
Que sou
Do asco criptografado
Nas paredes imundas
Nas quais
Me findo
Sorrindo
Dançando
Chorando
C.B
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Era como se vivêssemos um circo. Ela, a apresentadora e eu, o palhaço. Ou seria ela o palhaço? fazendo malabarismos, me entretendo com truques fajutos enquanto bebia mais um copo daquele whisky barato...ou talvez eu fosse a plateia, sendo entretido por apenas mais uma atração, aplaudindo mentiras, pedindo por mais enganações enquanto o fogo cega meus olhos acostumados com a escuridão, de onde ela me tirou. Ela tem o direito de me colocar de volta, e é o que faz. E eu não temo por isso, seria uma honra ser levado por ela, que me leva, me envolve, me beija, me arranha, me tem...e me olha, com aqueles malditos olhos castanhos esbugalhados ditando as regras da minha própria vida. E talvez, agora eu seja a marionete.
C.B
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Elegia, Caetano Veloso
sábado, 14 de junho de 2014
Martha
Martha não significava nada para mim, nada mesmo…só mais uma garota (com sardas e olhos lamacentos, além dos lábios fartos cobertos por um batom escuro e dentes da cor do leite que tomava todas as manhãs) com a qual eu gastava as palavras do meu vocabulário. Até que ela bateu em minha porta, perguntando se poderia passar algumas noites por aqui. Eu inventei algumas desculpas esfarrapadas que de nada adiantaram, e no final ela acabou dormindo por aqui mesmo. Eu hesitava em perguntar o porque daquilo, confesso até que tinha medo da resposta. Eu a respeitava, dormia no colchão jogado pela sala e a deixava na cama. Garota estranha, me intrigava de uma maneira única. Em um dia, quando cheguei em casa, em uma sexta, lá estava Martha, um bocado alterada deitada no MEU colchão. Eu havia saído da cama pra privá-la daquele colchão nojento; logo fui levantá-la…ela hesitou, me puxou pra perto de si. E sorriu. Martha poderia fazer tudo, menos sorrir.
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