sábado, 6 de janeiro de 2018

Larissa

              Durante a noite de uma sexta-feira qualquer, perguntava-me se Larissa realmente estava dormindo. Digo, ela disse que estaria...será que está? Ou será que me mentes como da última vez? Pego um jeans que encontrava-se sob o cesto de roupas e visto em conjunto com aquela camisa surrada de sempre. Vou dar uma volta, espairecer. Espairecer: desviar(-se) de preocupações, repousando a mente por meio de recreação ou entretenimento; distrair(-se), flautear. 
                Afinal, eu estava me enganando de novo? aquela volta no quarteirão só me fizera pensar em sandices cada vez mais obscuras. Distrair-se? Minha cabeça está em uma casa branca dos portões acinzentados e no que há dentro deles (ou não há). É ali que eu me distraio, confabulando comigo mesmo sobre inúmeras ideias e ocasiões forjadas a fim de nada esperar. 
            Dizem que dessa forma, evitamos decepções. Confiança, Larissa, nessa caminhada eu descobri que quem andava de mãos dadas comigo era nada mais que sua sombra. Uma sombra fugaz, esboçada como confiança. Mas não era, Larissa. Para onde você a levou? Está ao seu lado, debochando daquilo que sou, tolo por crer em suas palavras vazias e sem significado, enquanto em meio a mais mentiras você se diverte, distribuindo seus sorrisos e esvoaçando o cabelo, tão longe de mim? Vou busca-la, Larissa. Não você, você pode ficar. Vou buscar a confiança em ti, que tanto  procuro, tanto preciso.

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